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São José dos Campos entra no ranking nacional de valorização do metro quadrado

Cidade aparece entre as dez maiores altas do país em 2026, com avanço de 6,56% e m² a R$ 9.615, o mais caro entre os quatro municípios paulistas da lista.

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Imagem aérea da região oeste de São José dos Campos
Créditos: Kado Imob

São José dos Campos aparece entre as dez maiores altas do m² no país em 2026, com 6,56% e preço médio de R$ 9.615, segundo o FipeZAP.

São José dos Campos está entre as dez cidades brasileiras com maior valorização do metro quadrado em 2026, segundo levantamento do Índice FipeZAP publicado pela Forbes Brasil em setembro. A cidade registra alta acumulada de 6,56% no ano, com preço médio de R$ 9.615 por metro quadrado.

O índice é calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, dono do Zap e do VivaReal, e acompanha 56 cidades: as 22 capitais que formam a cesta oficial e outras 34 de médio e grande porte. A presença joseense na lista confirma o que o mercado local vem observando na prática, com procura sustentada e pressão de preço acima da média do país.

O m² mais caro entre as paulistas do ranking

São Paulo é o estado mais representado na lista, com quatro municípios, todos fora da capital: São Vicente, Campinas, São José dos Campos e Santos.

Entre esses quatro, São José dos Campos tem o metro quadrado mais caro. Os R$ 9.615 do município superam Campinas, com R$ 8.089, Santos, com R$ 8.547, e São Vicente, com R$ 5.118. O patamar joseense também fica acima de Blumenau, em Santa Catarina, com R$ 8.177, e de capitais como Manaus, com R$ 7.884, e Aracaju, com R$ 5.826.

Isso ajuda a explicar por que a alta percentual de São José dos Campos não está no topo da lista. Cidades com preço de entrada mais baixo têm espaço maior para subir em termos relativos. A valorização joseense de 6,56% parte de uma base bem mais alta que a de Aracaju, que subiu 8,15%, ou a de São Vicente, com 7,16%.

As dez cidades do levantamento

Percentuais de valorização no acumulado de 2026 e preço médio do metro quadrado:

  • Vila Velha (ES) — 10,70%, para R$ 11.446 por m²
  • Vitória (ES) — 10,24%, para R$ 15.650 por m²
  • Jaboatão dos Guararapes (PE) — 9,76%, para R$ 6.485 por m²
  • Manaus (AM) — 9,19%, para R$ 7.884 por m²
  • Aracaju (SE) — 8,15%, para R$ 5.826 por m²
  • São Vicente (SP) — 7,16%, para R$ 5.118 por m²
  • Campinas (SP) — 7,09%, para R$ 8.089 por m²
  • Blumenau (SC) — 6,82%, para R$ 8.177 por m²
  • São José dos Campos (SP) — 6,56%, para R$ 9.615 por m²
  • Santos (SP) — 6,34%, para R$ 8.547 por m²

Cidades médias puxam o ciclo

Seis das dez cidades da lista não são capitais, o que indica que a valorização mais acelerada de 2026 está acontecendo fora dos grandes centros.

O topo do ranking é ocupado por Vila Velha, no Espírito Santo, com 10,70% no ano e alta superior a 15% em 12 meses. A vizinha Vitória, separada dela pela Baía de Vitória e ligada por pontes, passou a ter o metro quadrado mais caro do país em julho, com preço médio de R$ 15,6 mil, e acumula 10,24% de valorização no ano e 10,16% em 12 meses.

É o mesmo padrão que coloca São José dos Campos no levantamento: mercados de porte médio, com economia própria e boa infraestrutura, atraindo comprador que antes olhava apenas para a capital.

Fonte: Forbes

Quem escreveuCaio DreherFundador da Kado Imob

Caio Dreher é fundador da Kado Imob, hub de marketing, inteligência e performance para o mercado imobiliário. Ajuda corretores, imobiliárias, construtoras e incorporadoras a identificar gargalos, capacitar equipes e operar aquisição com foco em vendas.

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